Friday, November 9, 2007
Novembro
Wednesday, October 31, 2007
Estudos mal acondicionados

Num momento em que a atenção se prende no ensino, um dos temas quentes é o ranking nacional das escolas. Na semana passada, foram amplamente divulgados os rankings e as análises efectuadas foram, mesmo, levadas até à exaustam. Todavia, algumas questões apresentaram-se transversais a todos os estudos publicados: as escolas privadas levam a dianteira, destas, as Católicas são as melhores situadas, e ainda, as escolas Opus Dei merecem um posicionamento de relevo. Por outro lado, os olhares pesam, necessariamente, para a melhor média alcançada nos exames nacionais, na 1ª fase, do ensino secundário: pouco mais de uma dúzia de escolas apresentam, como média, valores iguais ou superiores a 13, sendo 14,1 a média mais elevada alcançada numa única escola. Valores que pouco nos orgulham!
Friday, October 26, 2007
Prémio José Saramago

Numa Idade Média brutal e miserável, Baltazar Serapião casa com a mulher dos seus sonhos e - tal como o pai fizera antes com a mãe e com a vaca, fêmeas irmanadas em condição e estatuto familiar - leva muito a sério a administração da sua educação. Mas o senhor feudal, pondo os olhos na jovem esposa, não desiste de exercer sobre ela os seus direitos... Entregue aos desmandos do poder e do destino, Baltazar será então forçado a seguir por caminhos que o levarão ao encontro da bruxaria, da possessão e, finalmente, do remorso.
Tuesday, October 23, 2007
Ternura. Pratique-a!

Friday, October 12, 2007
Talvez o gato dê sorte!
É uma moda. É um espelho das cidades, ditas, desenvolvidas. É um sinal dos tempos modernos.Quando se constrói uma estrada, é previsível, uma rotunda, pelo menos uma, irá ser edificada, para bem da circulação rodoviária, para um Portugal mais rolante. O problema parece ser mesmo esse, como rolar lá e sair inteiro?
Bem sei, as rotundas apresentam vantagens, é verdade: quebram a velocidade dos veículos, sem recorrer às lombas, essas tão odiosas bandas. Também não há necessidade de optar por sinais luminosos controladores da velocidade. De uma forma geral, as rotundas facilitam o fluxo de trânsito, também, quando comparadas com os cruzamentos e/ou entroncamentos. Por outro lado, concorrem para a diminuição da sinistralidade. Mas é aqui, que "a porca torce o rabo", se não vejamos, quem anda na estrada, depara-se com acidentes nas rotundas, diariamente, sem gravidade, é verdade, para bem dos intervenientes. Mas que os há, há! Digamos que é um prato do dia.
Então o que se passará? Se as rotundas apresentam muitas vantagens versos as outras alternativas, porque conservamos a imagem: uma rotunda, um acidente?
Será que o problema passa por não sabermos, nós os encartados, como circular nas rotundas?
Questionei-me: quais são as regras de trânsito a aplicar numa rotunda? Resolvi estender esta mesma questão a dois ou três amigos, também eles encartados, o resultado foi o pior possível!
A dúvida estava instalada!
Mesmo assim, pensei, será que seremos só nós, os únicos condutores, com hesitações quando nos aproximamos de uma rotunda? A resposta é obvia. Não! Basta estarmos atentos e constatamos os diferentes comportamentos dos condutores. Há os que circulam sempre pela direita (faixa de fora), independentemente da saída que vão tomar. Há os que circulam pelo interior, ou seja, pela esquerda e atiram - sim a expressão é mesmo essa, atirar - com o carro para as outras faixas de rodagem, trespassando-as, no momento em que pretendem sair da rotunda. Há também aqueles que piscam para a esquerda ou para a direita dizendo que vão sair, e não saem nada. E os que não "piscam nada", e saem da rotunda sem darem por nada, nem por quem lá anda. Estes têm a capacidade, singurar, de se sentirem únicos naquela rotunda. Digamos que a compraram, para aquele dia!
Sunday, September 30, 2007
Idosos, não basta olhar para eles. É necessário olhar por eles!
construí uma mensagem na voz de um idoso, com a memória de muitos.
Espero por ti.
Lembro-me do que não quero, e dói!
Há tanto tempo que a memória se atrapalha e me confunde...
Sinto falta das páginas que rasguei.
Momentos que a vida me proibiu.
Não me lembro de nada,
a verdade é que não me lembro de quase nada.
Desta fragrância à solta, no ar...
Onde estou? Tardei em perceber.
Não que eu não reconhecesse as imagens, os sítios, os odores, as cores...
Mas tardava a encaixa-los dentro de mim.
O que terá ocorrido e que dê nome a esta ausência?
A este nada tão acentuado?
Uma parte de mim, não acredita...
O que terei feito, e que me recuse agora a ver?
E a sentir, e a reaprender?
Fraquejei em momentos só nossos. Só pode!
Agora me lembro, já não te trago ao colo.
Mas gostei de ouvir-te crescer. De me chamares e, de te esperar.
Ouvia-te sempre, ainda que não desses por mim!
Hoje sei-te sempre em qualquer lado.
Mas sei-te. E isso baste-me!
Fazes parte da minha vida,
iluminas o meu caminho, sem o saberes.
E dói! É isso que dói, percebes?
Nunca mais te partilhei...
Amo-te!
Ainda experimento os nossos andamentos ao longo dos anos, e
sinto a paz da tua companhia, e o encanto da última vez!
Só. Cada passo é mais custoso.
Cada dia mais sofrido, e o choro, é a minha companhia!
É difícil saberes o que quero, quando estou no escuro e no silêncio do fim,
especialmente porque não há quem me ajude.
Filho, espero por ti.
Friday, September 14, 2007
O meu olhar é nítido como um girassol


