
Saturday, May 28, 2011
Wednesday, May 25, 2011
O que mais procuro.

É o que mais procuro. É aquilo que mais procuro. E é o que não tenho.
Imagina.
Todos os dias e em todas as horas. Sempre. E percorro todos os rostos, todas as mãos e todos os olhares. Mas, o que volta são palavras.
Palavras. Apenas isso. L-E-T-R-I-N-H-A-S.
Depois guardo-as. Algumas ficam por aqui mesmo, outras, nas minhas vozes. São palavras tão diferentes daquelas que trago penduras. Penduradas nas mãos, uma por dedo, às vezes mais. Depende.
São palavras que ninguém chama. Que ninguém vive dentro.
Que ninguém vive por dentro.
É o que mais procuro!
Sunday, May 15, 2011
Das palavras
Saturday, May 14, 2011
Quando se vive no fim...

Pode haver um amanhã em que o teu rosto não seja a primeira coisa que eu veja (disseste-lhe, assim, sem mais.). Depois disso, tentou, a todo o custo, chegar a um lugar onde reparassem nele. Mas é difícil!
É difícil estar sempre à espera. É difícil gerir tanta pressão acumulada na garganta, por isso as lágrimas soltavam-se de quando em vez! É difícil! (repetia amiúde!). No fim de uma vida deparamo-nos com uma história inteira que ficou para trás! E agora, sente as palavras a amontoarem-se na garganta, a expandirem-se até serem capazes de o sufocar.
É difícil (não parava de repisar!). Quando nos magoam para lá do que é possível suportar, quando a dor fica tão grande… todo o resto deixa de fazer qualquer sentido (pensava…)! Mesmo tratando-se do mesmo sangue!
Monday, May 9, 2011
O cuidado nas escolhas
