Sunday, September 2, 2012

Filho, fazes-me falta!Tanta.


Hoje sinto-me perdida. Falta-me tudo. Faltam-me os braços, as pernas e talvez qualquer coisita mais… Por isso choro. Hoje choro. Sinto a tua falta em todos os lugares onde pouso o meu olhar! Por isso guardo-os fechados. É tudo tão estranho… Sinto-te tanto, e estou só!

A casa está muito vazia e despida… Já não te ouço cantar e, também dei por falta das tuas gargalhadas, da tua música, dos teus inesperados e calorosos abraços, e, do teu cheiro…! Filho, estou cheia de tanta ternura tua, por isso, vou dormir com ela!

Amanhã estarei melhor. E depois melhor, e melhor… A-DO-RO-TE!

Sunday, August 19, 2012

Sunday, August 12, 2012

Lá longe, muito longe!


Os meus olhos, por vezes, ou melhor, muitas vezes, pousam em lugares tão distantes… São lugares onde gostava de permanecer com maior e maior constância. São lugares amenos, cheios de sol e chuva, são lugares onde o frio não entra e o vento sacode-me as dores e traz-me o alívio, tão apetecido! Lá longe, onde pouso o meu olhar, reina o silêncio e os animais sorriem todos os dias. Parece tão pouco? Mas não é!

 Lá longe, muito longe, as pessoas gostam, agradam-se e sorriem muito e ficam. Lá longe, não há pressa, a cadência é agradável e perpetuamente a mesma… outro dia nascerá cheio de amor de sentir, e, cheio de amor de partilhar, daqueles amores imensos, gigantescos … acho que é por isso, que as pessoas, lá longe, muito longe, brilham muito, o amor que respiram não acaba nunca!

A luz é ternura e quando me abraça, fico leve, muito levezinha…! Um carinho amorável percorre-me por dentro e devolve-me as letrinhas e atrás delas as palavras, e muitos sentidos! Lá longe, muito longe, as palavras nunca se esquecem, permanecem agarradas à voz e eu gargalho de tanta alegria! Parece tão pouco? Mas não é!

Se soubesses? Se soubesses que só as palavras me podem trazer de volta… E então, escrevo. É por isso que escrevo! Escrevo no céu, nas flores, na água que o rio ampara, escrevo sempre. Escrevo sobre tudo, e escrevo quase tudo, e escrevo do que tenho por perto, como que à mão de semear… E, é tanto!

Lá longe, muito longe… parece pouco? Mas não é!

Sunday, August 5, 2012

Sunday, July 22, 2012

José Hermano Saraiva


“José Hermano Saraiva morreu nesta sexta-feira, aos 92 anos. Começou a carreira como professor, foi advogado e depois político. Durante o Estado Novo foi deputado, procurador à Câmara Corporativa, ministro da Educação e embaixador. Após o 25 de Abril, tornou-se num conhecido divulgador da História de Portugal, sobretudo através de programas televisivos.” In Público, on line.

E, é ao Historiador que dedico a minha homenagem. Tratou-se de um homem que recuperou a nossa história, que a reconstruiu vezes sem conta. Que a levou a todos os homens e mulheres, que a popularizou e, em alguns casos, a recuperou com a ternura que lhe era característica!

José Hermano Saraiva tinha, como aliás lhe era reconhecida, uma forma única e exemplar de contar e trazer ao palco actual, a nossa memória! Uma memória carregada de emoções num País que pulsa e que vive! E, um País sem história não almeja futuro algum! José Hermano Saraiva engrandeceu a nossa história, e foi mais longe ainda – na minha opinião -, entrou na alma de Portugal e soube entregar significado a palavra pátria!

É com comoção, que me curvo perante o seu legado!

Saturday, July 7, 2012

Sabias?


Há saudades que me fazem reinventar memórias num outro tempo e fazer de novo a história!
Pressentes-me?

Tuesday, July 3, 2012

Horário do Fim!

Horário do Fim

Morre-se nada
quando chega a vez

é só um solavanco
na estrada por onde já não andamos

morre-se tudo
quando não é o justo momento

e não é nunca
esse momento.

Mia Couto