Wednesday, April 11, 2007

Memórias



A vida é lavrada em memórias,
é isso que conta por último.

Ninguém ousou falar, avançar...
Talvez porque soubessem que aquele dia seria o derradeiro.
Depois trocaram um caloroso abraço,
um sentido e apurado abraço,
para não ficarem em ruínas e em silêncio,
porque nestes casos,
as palavras só servem para atrapalhar os sentimentos.
Um fio salgado aconteceu...
Mesmo assim desembrulharam um sorriso.
E as mãos? Vacilavam cheias de dúvidas.
Os sonhos acolhidos algures,
os olhos não falavam, a maior parte do tempo,
ainda que presentes!
Quem diria que as palavras subtraídas assentassem tão pesadamente?







1 comment:

rouxinol de Bernardim said...

No cais da saudade?!

Excelente prosopoema...