Monday, August 4, 2008

Aleksandr Solzhenitsyn




Solzhenitsyn nasceu em Kislovodsk (Rússia) a 11 de Dezembro de 1918 e faleceu, ontem, dia 3 de Agosto de 2008 na sua casa, em Moscovo. Foi Prémio Nobel da Literatura em 1970 e ficou eternizado com a obra “O Arquipélago de Gulag”, publicada a 23 de Dezembro de 1973.

Em 1945, enquanto capitão e ao serviço do Exército Soviético na Segunda Guerra Mundial, ousou criticar Estaline – através de uma carta que escreveu a um familiar ou amigo –, foi preso e condenado a 8 anos de trabalhos forçados, seguidos de exílio perpétuo. A primeira parte da pena cumpriu-a em campos de trabalho do sistema prisional soviético, destinados a criminosos e presos políticos da União Soviética – “Gulag”. Em 1953, Solzhenitsyn iniciou a segunda parte da pena, o exílio, no sul do Cazaquistão.

"Gulag" funcionou de 1918 a 1956 e tornou-se num símbolo da repressão da ditadura de Estaline. Estes campos tinham por propósito silenciar e torturar opositores ao regime e estima-se que nestes campos tenham morrido cerca de 50 milhões de pessoas.

Solzhenitsyn denunciou a violenta opressão que se vivia na União Soviética, exemplos disso são as suas obras “O Primeiro Círculo” e “Um dia na Vida de Ivan Denisovich”, mas foi através de “O Arquipélago de Gulag” que, Solzhenitsyn tornou visível ao revelar ao mundo – incluindo a própria União Soviética –, as atrocidades e selvajarias ali aplicadas.

Denunciando, Solzhenitsyn deu a conhecer ao mundo o sistema soviético e, desta forma, concorreu também para o seu fim. As suas palavras ficam, como fica também a sua coragem, bravura e perseverança.


2 comments:

Anonymous said...

Coragem, bravura e perseverança. O povo gosta é de carnaval!
Porquê que achas não se falou de forma visivel da morte, ou melhor, da vida deste herói?

rouxinol de Bernardim said...

Um verdadeiro marco na história da humanidade.

Mas... chamaram-lhe «traidor», «vendido», «louco», «mercenário»...

Enfim, já dizia o nosso Freitas do Amaral: «nunca terá verdadeiros amigos quem não tiver a coragem de ter também inimigos!»

Quando há opressão, tirania, os que se calam e colhem dividendos com o seu unanimismo... são uns hipócritas!