
Às vezes estico demais as palavras. Estico tanto que ficam desfocadas, despresentes e a mensagem fica do avesso! Mas, de cada vez que o faço, pergunto-me: “Qual será a cor deste cansaço, assim a bater tanto?!”
"... o poema é o teu rosto, eu não sei escrever a palavra poema, eu só sei escrever o seu sentido." José Luis Peixoto in "a criança em ruínas"

“Mas, então, como podemos fazer o caminho que vai desde a incapacidade para entender a lógica dos factos até à capacidade para nos distanciarmos e de uma forma clara perceber que atitude assumir? Repare que utilizei a palavra distanciamento. E essa é uma boa forma para entendermos este processo. Quando estamos muito próximo de um muro, é difícil ver o que está atrás dele. Mas se nos afastarmos, é como se ele se tornasse mais baixo e já conseguimos ver mais longe. Ver mais é aqui a palavra-chave. Ver mais do que aquilo que estamos a sentir. Conseguir colocar-se «numa posição» que permita olhar a nossa vida como se se tratasse da vida de outra pessoa. Criar este processo é o que os psicólogos chamam «construir consciência». A consciência é como se tivéssemos criado uma outra pessoa dentro do nosso próprio corpo e, quando temos de tomar decisões, então essa outra pessoa, que somos ainda nós, age como um conselheiro.”
Joaquim Quintino Aires, in O Amor é uma Carta Fechada

“Se se tiver sorte, morre-se sozinho com uma boa companhia!”;
“Gostava de dançar a dois, num sentido mais eterno...gostava…”;
“As pessoas são maravilhosas”;
“A senhora da limpeza foi a única a bater palmas (no ensaio da manhã) ”;
“Perde-se a competitividade… aquele iogurte fica ali séculos… (referindo-se à ausência de irmãos)”;
“A morte é um estado transitório… fica nas pequenas coisas…”;
“Chego a tolerar as pessoas de quem não gosto mesmo!”;
“É repugnante ter uma opinião sobre tudo e sobre nada.”;
“É importante ajuda-los a partir, deixar as pessoas partir é muito importante, tanto na vida como no amor! (referindo-se à morte pai);
“Quando se é feliz numa relação não se perdoa nada, não há nada a perdoar!”;
“Gosto do ruído das coisas…”;
“Chorar sim, sofrer não! Eu sofro muito!”;
“Tenho imensas saudades, estive muito ausente…”;
“Há coisas de que não me arrependo, de comportamentos autodestrutivos…”;
“Ainda tenho muitas coisas para resolver. Estou muito baralhado…”;
“Nas relações humanos não tenho sido muito hábil!”;
“Se ofendi alguém… as minhas desculpas!”;
“Tenho medo do excesso de palco, do excesso de luz, tenho de viver em mais escuridão… tenho medo!
Rui Reininho, hoje, in alta definição na SIC

“Porquê que querem prolongar a vida aos velhos e depois esquecem-nos? Não compreendo!”;
“Tenho medo de amanhã ter de obrigar alguém a tomar conta de mim!”;
”Gostava de ter juízo até ao dia da minha morte!”;
“Gosto do contacto com os jovens, gosto da capacidade que têm em serem provocadores. Gosto. Mas, alguns sãos mal criados! Alguns acham que fazem falta!";
“Tento ser observadora sem criticar.”; ”A força interior é vulcânica.”; ”Duvido das coisas fáceis.”; “O amor é magnífico.”;
“A dor faz-nos sentir mais pessoas (detesto dizer isto, mas é verdade!)!”;
“Não gosto que me olhem...”; “Gosto de ler e escrever.”; “Gosto das minhas contradições.”;
”Quando uma relação dura tantos anos passa a ser um amor sublimado. É todo e é tudo!”; “Os tempos, para os mais jovens, são muito difíceis (a propósito do amor!)!”;
“Gosto de ouvir passos... Olha já terminaram!”; “O amor é o sentimento mais difícil de interpretar!”; “Não gosto de falar mal das pessoas.”;
“Portugal não liga nenhuma à educação e à cultura...”;
“A vida é de uma voracidade tremenda!”;
“Com esta idade (a Margarida está a caminho dos 70) não se engana com tanta facilidade e não se sonha com disparates...”; “Tenho sonhos por cumprir. Escrever mais 2 ou 3 livros. Ter tempo para observar as pessoas!”;
“Gosto de figueiras porque têm uma sombra quente...”;
“É bom consumir o tempo todo até ao fim.”; “É bom entregar-me numa conversa simples...”;
“Tenho de trabalhar porque a minha reforma não chega (Margarida recebe cerca de € 370,00)!”;
“Só me zango com as pessoas de quem gosto muito.”;
“Costumo sentir as pessoas que valem a pena”.
Margarida Carpinteiro, hoje, in alta definição na SIC